Um pouco de história: Calvino e a música na Igreja.

Em Paris, em 1533, Jean Calvin (1509-1564) sugeriu ao reitor da universidade pronunciar um discurso favorável às teses de Martin Luther (1483-1546). Na observação de Otto Maria Carpeaux, Calvino "é uma personalidade menos espetacular, mas não menos poderosa do que Lutero".

 "Institution de la religion chrétienne" (1536) contém sua tomada-de-posição face ao canto eclesiástico, à música e à língua vernácula no culto.

 Dos três principais Reformadores, Calvino era provavelmente o menos capacitado para a técnica musical, mas era um esteta, conhecia as idéias e teorias musicais. Conscientemente, eliminou o aproveitamento da tradição católica, da música erudita e da canção folclórica profanas. Para ele, havia diferença entre a música religiosa e a música profana, entre o canto na igreja e o canto no lar.

 O cântico para uso da congregação admite somente o texto bíblico. Isto resultou no exclusivo uso de salmos no canto congregacional calvinista, admitindo-se uns poucos outros excertos da Bíblia.

O canto era uníssono e sem acompanhamento instrumental. Havia arranjos polifônicos, que eram prudentemente usados pelos calvinistas como forma de evitar as composições profanas.

Calvino foi muito cuidadoso na utilização da música na Igreja de seu tempo.

 

fonte: "O Jornal Batista", 22 de março de 1992.